CATTLEYA

ORQUÍDEA CATTLEYA


Com cerca de 70 espécies, sendo que 20 são nativas do Brasil, este gênero é o mais importante do ponto de vista comercial, tendo em vista a beleza de suas flores, pelo tamanho, duração e variedade de cores.

As Cattleyas são epífitas, isto é, crescem fixas em árvores, porém sem serem parasitas. Porém, podemos encontrar algumas espécies vegetando como terrestres ou rupícolas, como a C. forbesi, a C. Intermedia, a C. mendelii, a C. percivaliana, a C skinneri, e outras.

Quanto ao aspecto vegetativo, este gênero é subdividido em dois grupos: unifoliadas e as bifoliadas.

A Cattleya unifoliada produz flores grandes que podem atingir até 25cm, como é o caso da C. warscewiczii ( foto abaixo) e o número de flores oscila entre 2 a 8 flores.
C. warscewiczii

Quando uma Cattleya unifoliada der apenas uma flor, o cultivo está deixando a desejar.
Motivos: o pseudobulbo não desenvolveu suficiente, faltou luz, houve excesso ou falta de água ou não houve enraizamento suficiente por ataque de fungos, pragas, etc.
Obs: se a situação persistir, no ano seguinte a planta poderá não florir!

A Cattleya bifoliada produz flores menores, em média de 5 a 10cm, porém pode chegar a 30 flores por haste, como a C. guttata e a C. bowringiana.


C. guttata

Cattleya bowringiana

Quanto aos híbridos: hoje existem milhares de híbridos (que são o cruzamentos entre espécies), visando o aprimoramento geral do tamanho, forma, variedade de cor, robustez, durabilidade da flor, etc.

Ainda existem vários híbridos inter genéticos ( cruzamento entre gêneros diferentes), sendo os mais conhecidos: Cattleya X Laelia (Lc - Laeliocattleya), Brassavola (atualmente Rhyncholaelia)/(Bc - Brassocattleya) , Sophronitis (Sc - Sophrocattleya) , Epindendrum (Epc - Epicattleya) e Broughtonia (Ctna - Cattleytonia). Ainda encontramos as Rlc ( Cattleya X Laelia X Rhyncholaelia), Slc ( Cattleya X Laelia X Sophronitis) e as Potinaras ( Cattleya x Brassavola x Sophronitis x Laelia).

Conheça as principais Cattleyas brasileiras:

UNIFOLIADAS:
C. labiata

C. dormaniana


C. walkeriana ( cultivo Tati Rodrigues)

C. araguaiensis

C. eldorado

C. lawrenceana

C.  warneri



BIFOLIADAS:


C. aclandiae 

C. amethystoglossa

C. bicolor

C. guttata

C. intermedia

C. loddigesii

C. nobilior (Cultivo Tati Rodrigues)

 C. shilleriana

C. velutina




CULTIVO:

As Cattleyas se adaptam em vários locais, desde que oferecido as condições ideias como umidade e boa iluminação. Ela gosta de boa ventilação, umidade, luz indireta e temperaturas entre 18.ºC e 25.ºC. 

1 - Umidade: 
      Se cultivada dentro de casa, pode-se usar uma bandeja umidificadora (foto). A água estará evaporando continuamente, dando a umidade necessária. 
Obs: as raízes não ficam em contato com a água.


Bandeja - Cultivo Maria Elizabeth

2 - Água:
     Vamos acabar com o mito de que orquídea não gosta de água! Elas gostam sim!
      DICA: pegue o vaso e coloque-o dentro de um recipiente com água que atinja a borda do vaso e deixe por cerca de 1 hora. Levante o vaso e deixe toda a água escorrer, antes de colocar o vaso no lugar.
Outra dica é colocar o dedo dentro do substrato ( até a metade) para sentir se está úmido ou seco.

3 - Iluminação:
    Se uma Cattleya for plantada em tronco de árvore vivo, deve-se ter o cuidado constante, até que as raízes se fixem nele. 
DICA: Sempre coloque o vaso com a frente da orquídea, onde saem novos brotos, virado para o lado que receba mais luminosidade.
CUIDADO: quando a luz solar bate diretamente nas folhas, levará a queimaduras. 
DICA: Observe estes dois vasos da foto! O primeiro recebe luminosidade adequada, diferente do segundo. Note o colorido das folhas.


4 - Adubo:
    Como toda orquídea, a Cattleya tem seu período de repouso, após o qual entra em atividade, começando a emitir brotos e raízes. É nesta ocasião que se deve retomar a adubação ( usar adubo de manutenção). Quando os brotos atingirem a metade do tamanho de adulto, pode - se iniciar com o adubo de floração.

5 - Substrato:
     As Cattleyas se adaptam a diversos tipos de substratos, podendo misturar vários tipos. Dê preferência aos que fornecem boa aeração, pois isso irá garantir bom desenvolvimento ao sistema radicular da planta.
DICA: ao plantar ou replantar, jamais enterre o rizoma, pois é dele que virão novos brotos.












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