segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Gênero Anacheilium


Tendo em vista a grande discussão quanto a este gênero, muitas vezes citado com Prosthechea, Encyclia ou Epidendrum, resolvemos colocá-lo em discussão.

A. Radiatun

Anacheilium Allemani

A. Fragans


São plantas muito comuns em toda a América tropical e amplamente cultivadas por sua floração abundante, perfume agradável e facilidade de cultivo, constituíndo-se em excelente escolha para orquidófilos iniciantes.

Anacheilium Crassilabium


A a validade do gênero Anacheilium é bastante controversa, contudo, seguindo a divisão proposta por Withner & Harding, aceitamos aqui este gênero observadas as ressalvas mencionadas em Prosthechea
São seus sinônimos o subgênero Osmophytum de Epidendrum, subgênero este que já o foi também de Encyclia e Prosthechea.

O gênero Anacheilium é composto por quase de setenta geralmente robustas espécies epífitas, raro rupícolas, de crescimento subcespitoso, espalhadas por quase toda a América Latina, desde sul do México e Caribe, até o sul do Brasil, em matas abertas e florestas úmidas ou sazonalmente secas, desde o nível do mar até mil metros de altitude. Cerca de trinta e cinco espécies registradas para o Brasil, diversas descritas recentemente, todas de cultivo bastante fácil e muitas agradavelmente perfumadas.

Anacheilium Radiatum

Anacheilium Allemani

Anacheilium Baculus ( citada como Encyclia Pentotis)

Anacheilium Bohnkianum


As flores de Anacheilium não ressupinam, têm a base do labelo parcialmente fundida à coluna e a inflorescência nasce de pequena espata, assim é fácil diferenciá-las de Encyclia.

Anacheilium Bueraremense

Anacheilium Crassilabium

Anacheilium Terassanianum

Anacheilium Elisae
( Tenho uma muda desta, que aguardo ansiosa pela floração)


Nunca apresentam inflorescência mais longa que as folhas nem paniculada, suas flores raramente apresentam labelo trilobado, e sua coluna termina em três pequenos dentes que parcialmente recobrem a antera, estes dentes são sempre de tamanhos parecidos, assim podem ser diferenciadas das espécies de Prosthechea que nunca apresentam todas estas características ao mesmo tempo. A inflorescência brota de pequena espata terminal dos pseudobulbos, é comparativamente curta, apical, flexuosa, ereta, poucas ou muitas flores que não ressupinam e abrem simultâneas ou em rápida sequência permanecendo então todas abertas por longo tempo.

Apresentam rizoma mais ou menos longo, com pseudobulbos espaçados, em regra fusiformes, mas também elípticos, cilíndricos ou ovais, levemente comprimidos lateralmente, lisos, bifoliados ou trifoliados, quando novos guarnecidos por brácteas não foliares, com folhas subcoriáceas, linear ou oblongo-lanceoladas.

As flores são brancas, amareladas, róseas, púrpura, marrons, e esverdeadas, com variados padrões de máculas pintas ou estrias mais escuras, médias ou pequenas, não apresentam brácteas, têm sépalas de formatos variados, lanceoladas, eretas, apiculadas, côncavas ou levemente arcadas para trás. As pétalas também variáveis de formatos e tamanhos parecidos ou um pouco mais estreitas e curtas que as sépalas. Tem labelo pequeno ou grande, concheado ou em formato de pena, ou cordiforme, sempre súpero, de cores variadas, quase sempre diferente dos outros segmentos, não raro com listras mais escuras, na base parcialmente concrescido com a coluna



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